Na conquista de 1957, o São Paulo seria
comandado pelo veterano craque Zizinho, que chegara do Rio de Janeiro
aos 35 anos e calou a boca de quem apostava que seu futebol genial
tinha chegado ao fim. Ziza não corria como dez anos antes, mas tinha
gás de sobra para liderar o time do técnico húngaro Bela Gutman.
A conquista do Paulista foi a última antes de um passo de gigante que
o Tricolor daria: a construção do estádio do Morumbi, um feito que
nenhum outro time brasileiro poderia sonhar. Junto com isso, no Santos
estava começando a trajetória de Pelé, que faria do clube da
Baixada um dos maiores do Brasil e do Mundo. Era hora de reservar forças
para investir no futuro.
A torcida são-paulina não teve vida fácil na década de 60, mas
sabia que valeria a pena. Os recursos do Tricolor eram consumidos na
construção do sonho do estádio, e as contratações de estrelas
rarearam. Só que nem o cinto apertado evitava que surgissem talentos
de primeira, como Roberto Dias e Jurandir, que eram a pedra no sapato
de Pelé e do Santos. O time da Vila dava surras em todo mundo, mas
diante do São Paulo, virava um time pequeno. Memorável foi a partida
em que o Mais Querido fez com que o Peixe simulasse um
"cai-cai" para não sofrer uma goleada devastadora.
|
|
Estádio pronto, craques e títulos
de volta
Em 1970, com o final da
construção do gigante de concreto, que ganhou o nome do
presidente Cícero Pompeu de Toledo, a diretoria se mexeu e
voltou à rotina da contratação de craques. E olha que não
foi só um. Gérson e Pedro Rocha eram alguns dos talentos
que aportaram no Morumbi, e o resultado não podia ser
outro:
|
fim do jejum, com mais um Paulistão, e com
direito a bis no ano seguinte. Um bis saboroso, porque a final foi
contra o Palmeiras.
Com a criação do Campeonato Brasileiro, o São Paulo encontrava mais
um torneio para poder desfilar sua categoria. E além disso, o jejum
agora era do Corinthians, que agonizava sem vencer nada, e o Santos não
tinha mais Pelé. Em 1974, o Tricolor chegou à final da Libertadores,
mas perdeu para o então imbatível Independiente.
Estava se construindo um time campeão. Pedro Rocha, Chicão e Valdir
Peres eram alguns dos nomes que faziam parte do grupo campeão
Paulista. Mas a conquista maior seria mesmo em 1977, com os três heróis,
ao lado do artilheiro Serginho Chulapa, na conquista do Brasileiro em
pleno Mineirão, sob a batuta de Rubens Minelli.
|